Uma visita à modista

máquina e afins

 

Com o aparecimento, e subsequente proliferação, do pronto a vestir, a roupa feita à medida perdeu o seu papel na vida quotidiana. Hoje em dia, é muito mais fácil, rápido e prático, entrar numa qualquer loja, experimentar umas quantas coisas e sair com algo; e porque há preços para todas as carteiras, adiciona-se a expressão ’em conta’ à lista apresentada anteriormente.

A conversa altera-se em presença de critérios como a execução e um caimento perfeitos, sobretudo se o nosso corpo não segue determinados padrões. Uma estética diferente do habitual é outra das razões que levam a procurar uma modista num mundo ‘governado’, cada vez mais, pela estandardização dos gostos e dos indivíduos. E não podemos esquecer o desejo de ter uma peça única e exclusiva.

Mas afinal, perguntarão muitos de vós, como é ir à modista? Para começar, não é decerto a mesma coisa que ir a uma loja, ver o que existe por lá, experimentar, pagar e sair… Não! Ir à modista é uma experiência muito mais pessoal, mais morosa e, sobretudo, muito mais especial. É saber que durante aquele período de tempo há uma outra pessoa completamente dedicada a nós – quase como ir a um spa ou receber uma massagem – e àquilo que queremos. É certo que haverá uma troca monetária, mas uma boa modista dar-lhe-á algo que o dinheiro não pode pagar: o empenho, a dedicação e o amor que se dá quando se cria algo de raiz. E isso, acreditem, fica impregnado na peça e dá-lhe um brilho bem característico!

Mas passemos ao aspecto prático. Quando decidimos procurar um/a profissional deste ramo, ou temos já uma ideia do que queremos – e nesse caso convém ter uma foto ou um desenho da peça desejada; também podemos mandar fazer uma ‘cópia’ daquele vestido que adoramos e está velhinho, velhinho… – ou pode recorrer-se à própria modista para conceber algo. Muitas vezes, até já temos o tecido em casa, mas isto nem sempre resulta, devido à eventualidade de uma metragem incorrecta ou à natureza do tecido não se prestar ao que queremos. Idealmente, escolhe-se o modelo e só depois o tecido, mas como em tudo na vida existem excepções e cada caso é um caso.

Imaginemos pois que temos um modelo pensado e passado para o papel. A modista analisa o modelo, faz eventuais questões para melhor entendê-lo, aconselha em relação ao tecido e à metragem a adquirir (para fazer a metragem, é necessário tirar as medidas à/ao cliente), apresenta um orçamento da mão-de-obra e acertam-se pequenos detalhes. Caso fique o negócio acertado, pode haver lugar a pagamento de um sinal.

O passo seguinte, já com o material em mãos, é competência da profissional que planifica o modelo, corta-o e coloca-o em prova.  As provas são momentos que podemos comparar a um corte de cabelo – é preciso ter alguma paciência e confiar nas mãos que manejam a tesoura e os alfinetes ;O). É aqui que a modista ajeita a peça ao corpo do/a cliente, corta decote, cavas, ajeita linhas de costura, confirma comprimentos e larguras… E, tal como num corte de cabelo, convém o/a cliente manter-se sossegadinho🙂

Há peças que necessitam apenas de uma prova, outras – a grande maioria – precisam de duas  e, por vezes, de três – é mais raro, mas pode suceder!

Entre as provas, a modista fará o seu trabalho de execução e depois o de acabamentos.

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